O diretor da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), ministro João Oreste Dalazen, ao conduzir a cerimônia de abertura do 17º Curso de Formação Inicial, que conta com a participação de 60 alunos-juízes, deu as boas-vindas aos alunos, e destacou a importância dos cursos de Formação Inicial para os que ingressam na magistratura trabalhista.

O ministro destacou em seu discurso, que o Curso de Formação Inicial não é uma extensão universitária, mas sim um curso promovido com a finalidade de ensiná-los a serem juízes.  “O conhecimento técnico-jurídico ostentado quando da aprovação no concurso público não basta para o exercício da magistratura. Primeiro, porque o espinhoso ofício de julgar não se ensina nos bancos das faculdades; segundo, porque o direito é dinâmico e está em constante transformação, como decorrência das efervescentes e trepidantes mudanças econômicas, sociais e tecnológicas operadas  na sociedade contemporânea”, disse ele.

O diretor da Enamat disse aos novos magistrados que os Cursos de Formação Inicial, atualmente, estão mais voltados para as matérias sobre direitos humanos e psicologia judiciária. Nesse sentido, ele assinalou a importância da participação dos alunos no Congresso: perfil Contemporâneo da Responsabilidade Civil, realizado nos dias 10 e 11 de novembro, que passou a fazer parte integrante da grade curricular do 17º CFI.

Ele ressaltou a importância do atual momento de transição que se opera na Justiça do Trabalho, com a substituição dos autos em papel pelo Processo Judicial Eletrônico, e observou que este será um dos tópicos especiais de estudo dos novos magistrados no 17 º CFI.

Cláudia Valente

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