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Na tarde do último dia (29) do 2º Curso de Formação de Formadores (CFF) para Gestores de Escolas Judiciais, promovido pela Enamat, os magistrados participantes assistiram a duas exposições, realizadas por André Cordeiro, assessor da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho (CGJT), e por Fernanda Brito, Procuradora do Trabalho e professora da Universidade Federal de Minas Gerais.

Na aula sobre planejamento estratégico e diretrizes normativas referentes à gestão financeira das Escolas Judiciais, André Cordeiro destacou que as escolas precisam estar cientes do papel que possuem na gestão estratégica e que é preciso haver o alinhamento entre os objetivos das Escolas Judiciais, dos Tribunais Regionais, do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele falou também da necessidade de aproximação entre as direções do Tribunal Regional e da Escola Judicial. Ainda segundo o assessor da CGJT, estratégia não é só planejamento, mas tomada de decisões com preocupação no futuro, pois “as ações têm de fazer com que se alcancem as metas”.  E salientou que é necessário, nesse contexto, inserir um provável cenário para pensar o planejamento estratégico. Sobre planejamento estratégico, o assessor da CGJT o definiu como resultados a serem alcançados em maior prazo pela instituição. Por fim, alertou sobre a exigência de produtividade excessiva. “Buscar a produtividade acima de tudo, pode não ser bom. A superação deve ter um limite, ser pensada em níveis alcançáveis” – pontuou.

A segunda aula foi conduzida pela Procuradora Fernanda Brito, que tratou das práticas pedagógicas na formação do Juiz do Trabalho. Diferenciou os modelos de escola, indicando a tradicional, a cognitivista e a tecnicista. Conforme explicou, a escola oferece, no primeiro modelo, aulas expositivas, de forma hierarquizada, na qual o professor é o centro e a prova tem fundamental importância, enquanto na escola cognitivista o estudante tem de aprender a aprender e é o centro do processo de aprendizagem, buscando-se a melhoria de sua inserção no meio em que vive de forma crítica e participativa. Já na escola tecnicista, o aluno é impossibilitado de aprender por si só, é receptor passivo e deve estar capacitado para dar resposta rápida, dando-se ênfase às técnicas. Fernanda Brito falou da Justiça do Trabalho, afirmando que a sociedade espera que o juiz dê um retorno rápido ao julgar os processos. Após citar Paulo Freire, a Procuradora do Trabalho declarou que o modelo a ser escolhido pela Escola depende do contexto social em que está inserida.

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Encerramento do curso

Após a exposição da Procuradora do Trabalho Fernanda Brito, foi realizada a cerimônia de encerramento do 2º Curso de Formação de Formadores (CFF) para Gestores de Escolas Judiciais. Na ocasião, o Diretor da Enamat, Ministro Aloysio Corrêa da Veiga, recordou que a finalidade do Curso constituía em proporcionar a reflexão sobre a importância da Escola Judicial e sobre os objetivos que irão ser tratados no decorrer de toda a atividade na magistratura trabalhista.

O Ministro Aloysio destacou o papel da Enamat na formação inicial e continuada de magistrados e, ainda, na formação de formadores, para que haja multiplicação nas Escolas Judiciais do conteúdo aprendido nos cursos. Afirmou que a Escola Judicial visa à capacitação do juiz no exercício da magistratura, proporcionando a formação, a iniciação e a segurança necessárias à prestação jurisdicional. O Ministro destacou a atuação dos instrutores e concluiu que o curso disponibilizado nesse momento veio colaborar para o êxito da magistratura do trabalho.